Águas da Prata

Localizada na região de São João da Boa Vista, encontra-se a estância turística Águas da Prata, que leva esse nome por causa da abundância de nascentes. Seu nome vem da língua tupi-guarani, significa “Pay tâ”, ou “água dependurada”, por causa das estalactites, formações rochosas sedimentares formada pela alta mineração das águas próximas às minas. A cidade é conhecida pelo seu ecoturismo generoso e suas belezas naturais e, segundo o IBGE/2020, a população estimada é de 8.221 e está a 225 km da Capital, ideal para quem quer aproveitar este lugar aconchegante e atrativo.

A abundância não está apenas no nome, Águas da Prata é contemplada com uma qualidade ímpar de suas águas, sendo radioativas, alcalinas e bicarbonatadas e conta com 10 fontes, todas com propriedades medicinais. São elas: Fonte do Padre, Fonte da Pedra do Boi, Fonte da Juventude, Fonte Vitória, Fonte Vilela, Fonte Platina, Fonte do Paiol, Fontanário Prata, Fonte Nova e Fonte da Garganta.

 
Há mais de 58 cachoeiras, entre elas a Cascatinha, para a prática de canyoning, cascading, rafting e bóia-cross

Além das fontes, o município também tem mais 58 cachoeiras, onde é possível praticar trekking, hiking, canyoning, cascading, rafting e bóia-cross, sendo essas as principais cachoeiras: do Coqueiro Torto; das Índias; da Fonte Platina; Cascatinha; Cachoeira do Paiol; Sete Quedas; das Três Batalhas; do Leme; da Champanhe; Cachoeira do Silêncio; do Gavião Vermelho; Ponte da Pedra e do Serrote. Já no Bosque Estadual encontra-se o Fontanário Vilela, conhecido por ter a água mais radioativa da América, mas no bosque também é possível fazer trilhas, ver os macacos-prego, comer variedades de milho e apreciar a arte local nos chalés.

A beleza desta estância não está apenas nas nascentes, Águas da Prata possui dois picos: o Mirante da Laginha e o Pico do Gavião. O Pico do Gavião é considerado um dos melhores locais do mundo para a prática de vôo livre, sua altitude é de 1663 m. O turismo cultural também está presente, na cidade há dois espaços culturais, a Boca do Leão e Gloc, sendo promovido pelo último o 1º Festival de Imagem de Águas da Prata, inserindo a cidade no mapa cultural internacional (as outras 18 cidades são da Europa). Além dos espaços culturais, Águas de Prata também tem celeiros de artistas e artesãos e no último sábado de cada mês a população se reúne na Estação Ferroviária para cantar a “Seresta de Águas da Prata”.



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O Espaço Cultural Boca do Leão é importante para os ações do setor em Águas da Prata 

 
A história do município inicia-se, em 1866, com o ramal da Companhia Mogiana de Estrada de Ferro, que ligava Cascavel (atual Aguaí) a Poços de Caldas.  Os produtores de café começaram a se interessar pela região e iniciaram um povoado próximo ao vale banhado pelo Ribeirão da Prata e o Córrego da Platina. Dez anos depois, a primeira fonte foi descoberta por acaso, Rufino Luiz de Castro Gavião reparou que na Fazenda do Coronel Gabriel Ferreira, no município de São João da Boa Vista, os animais iam com frequência matar a sede por lá. Curioso do porquê da preferência, experimentou a água e identificou ser mineral com pronunciado sabor de bicarbonato. Após a descoberta e estudos pelos químicos do Departamento Geográfico e Geológico do Estado, apontaram que a região tinha potencial como Estância Hidromineral, até que em 1926 ganhou este título e se tornou Distrito, em 1935 elevou-se à categoria de Município. É composta pela sede e pelo distrito de São Roque da Fartura.

Como chegar em Águas da Prata, saindo da Capital: acessar a SP-348 (Rodovia dos Bandeirantes) até a saída 47, depois a SP-330 (Rodovia Anhanguera) até a saída 86. Em seguida acessar a SP-083 (Rodovia José Roberto Magalhães Teixeira), depois a SP-065 (Rodovia Dom Pedro I) até a saída 133. Depois a SP-340 (diversas denominações) até saída do km 200, SP-344 (Rodovia Rubens Leme Asprino), além da SPI-225/342 e SP-342 (Rodovia Governador Adhemar Pereira de Barros)

 https://www.aguasdaprata.sp.gov.br/