Barbosa

A 30 metros abaixo do nível do rio Tietê, existiu até 1982 o belo e saudoso Salto do Avanhandava, que, durante muitas décadas, trouxe levas de turistas e pescadores de várias procedências ao município de Barbosa, no noroeste paulista. Essa acolhedora cidade, localizada a 506 km de São Paulo, com 7.468 habitantes (pelo IBGE/2020), foi durante muitos anos o palco de uma maravilha da natureza. Tratava-se de um conjunto de quedas d’água que dava imenso orgulho aos barbosenses, com restaurante e estreitas pontes encravadas nas pedras, e tudo foi submerso por causa da construção de uma usina hidroelétrica rio abaixo (na atual Buritama) que criou um lago artificial nesse trecho do baixo Tietê, que ficou sendo a Represa de Avanhandava.
 
Bem a princípio, restou somente o turismo de pesca a Barbosa, mas a cidade, que desde 2017 é MIT (Município de Interesse Turístico), soube se reinventar com sucesso. Hoje, a Prainha Municipal, à beira do rio Tietê e a nordeste do centro urbano, é um dos equipamentos turísticos que mais atrai visitantes à cidade, seja para shows quando se armam palcos no local, seja para banhistas ou para pescadores. Aos finais de semana, a Prainha tem grande movimentação de visitantes e a entrada é gratuita (embora os quiosques sejam alugados). O local proporciona aos frequentadores uma orla fluvial bem cuidada e atraente, com bastante arborização, além de pista de caminhada e passeios de bicicletas, estacionamento, iluminação, playground, banheiro, academia ao ar livre e restaurante. É um dos cartões postais do município.

 

Na praça central, igreja de N.S. Aparecida, padroeira da cidade, fomenta o Turismo Religioso com quermesses e romarias

Além de trazer visitantes pela religiosidade, Barbosa favorece o Turismo de Pesca (na Vila dos Pescadores, profissionais se encontram, alugam barcos, bem como no Clube de Pesca, que é outro ponto de exploração turística) e o Turismo Náutico (há uma marina com alta qualidade de infraestrutura, hospedagem e atendimento). Quando os turistas passam pela SP-245 (a rodovia Assis Chateaubriand, que margeia a cidade), no km 263, podem parar nas peixadas, que são os restaurantes à beira da estrada e pedir pratos feitos, marmitex, peixe fresco, gelo, caldo de cana, café, lanches e bebidas. Essas vendas são famosas pela comercialização do prato que lhes dá o nome, a tradicional Peixada. A cidade também tem um artesanato expressivo, bem como tradições folclóricas, o Encontro de Violeiros e até figuras lendárias, como o Pé Redondo e o Homem Sem Cabeça. Barbosa guarda muitas surpresas.

Conta história que já no primeiro mapa feito de São Paulo e do rio Tietê, em 1628, constava o Salto do Avanhandava. A cidade nasceu mesmo graças à perseverança do pioneiro Joaquim Barbosa de Carvalho e sua esposa, a jovem Dona Ricardina. Por volta de 1870, o casal buscava terras para viver e plantar café, além de outras culturas. Dona Ricardina fez uma promessa à Nossa Senhora Aparecida que, se encontrassem bons terrenos a um preço razoável, eles doariam dez alqueires de terra para a construção de uma capela. O casal Barbosa se fixou no território, erigiu o templo tal como prometido e, em torno dele, deu-se início ao vilarejo. Desde então, Nossa Senhora Aparecida tem sido a Padroeira de Barbosa e, em torno da atual igreja, na praça central, fiéis participam de procissões, quermesses e romarias, já tradicionais na região.

 
 
A Prainha Municipal, à beira do rio Tietê, é um dos cartões postais do MIT, com grande arborização e pista de caminhada


Como chegar

Para ir até Barbosa, saindo de São Paulo, é preciso acessar a SP-280 (Rodovia Castello Branco) até a saída 210, a SP-209 (Rodovia João Hipólito Martins), a SP-300 (Rodovia Marechal Rondon) até a saída 492-A, a SP-425 (Rodovia Assis Chateaubriand) até a saída do km 266 e a SP-266/425 (Rodovia João Caetano Campos de Almeida).




 
Para saber mais, clique em www.barbosa.sp.gov.br