Cabre˙va

Logo que foi intitulado como MIT - Município de Interesse Turístico, em 2017, Cabreúva agiu para impulsionar este setor começando pelo projeto de sinalização turística. Após esta conquista foram instaladas cercas de 70 placas indicando os atrativos culturais (igrejas entre outros), turismo gastronômico (restaurantes, doçarias), ecoturismo (campings), turismo rural (sítios com produção artesanal e fazendas) etc. Localizada na Região Metropolitana de Jundiaí, distante 88 quilômetros da Capital, é formado pela sede e pelos distritos de Bom Fim do Bom Jesus, Jacaré e São Francisco do Pinhal.

Este destino tem sua natureza preservada por ser APA (Área de Proteção Ambiental) e atrai inúmeros turistas, contabilizando 200 mil por ano, muito além do número de habitantes que chega a 50.429 pessoas, de acordo com estimativa do IBGE/2020. Seus atrativos diversificados também envolvem produção de doces caseiros e cachaças, além de uma forte cultura budista e também spas. Este MIT ficou conhecido como Terra da Pinga em meados do século XVIII pelo cultivo da cana-de-açúcar para a fabricação de aguardente. Até hoje o município conta com engenhos de cana e alambiques que podem ser visitados.

Há mais atrativos: Cabreúva está na rota de ciclistas que passam pelas estradas de terra, trilhas e paisagens em meio as cinco serras que compõem o território cabreuvano (Guaxinduva, Taguá, Cristais, Guaxatuba e Japi). Atualmente compõe o roteiro Caminho do Sol, que serve para introspecção e contemplação e faz parte do Roteiro dos Bandeirantes, caminho que margeia o rio Tietê utilizado na época das bandeiras para explorar o interior do Brasil, fazendo, assim, parte da história do país. O Festival de Inverno de Cabreúva, devido às baixas temperaturas do meio do ano, é concorrido e  serve uma gastronomia típica desta época do ano, como caldos, paellas, lanches, escondidinhos e inúmeras atrações musicais. Sempre sucesso.


 

Templo da Paz Mundial, de orientação religiosa Budista, é um local muito procurado por turistas
 

Vale ressaltar que neste MIT há um famoso Templo Budista, que é o Centro de Meditação Kadampa Brasil, reconhecido como Templo pela Paz Mundial. Muito procurado, o local oferece visitas guiadas abertas ao público e prece pela paz mundial e meditação aos finais de semana. E o Turismo Religioso em Cabreúva segue seu roteiro pelo Centro Histórico que é composto pela Igreja Matriz Nossa Senhora da Piedade, Praça Comendador Martins, Praça Alberto Mesquita Camargo, coreto, árvore cabreúva, prédios da Prefeitura e da antiga cadeia e pelas ruas mais antigas da cidade. A Matriz foi elevada à capela curada em 1826 e sua estrutura era de pau de pilão, construída por escravos.

Quando a natureza fala mais alto, a Serra do Japi fica à frente. Trata-se de um raro remanescente de Mata Atlântica no Interior do Estado de São Paulo, detentora de 7% de remanescentes da formação original do bioma Mata Atlântica do Brasil. A riqueza de sua biodiversidade está diretamente relacionada ao fato de que a Serra do Japi possui uma condição climática diferenciada já que se localiza em uma região ecotonal, isto é, uma área de transição ou junção entre duas ou mais formações florestais. “Reserva da Biosfera da Mata Atlântica” pela Unesco, é uma das últimas grandes áreas restantes da Mata Atlântica do Brasil e do interior paulista ainda preservada em uma região densamente ocupada, representando uma das últimas grandes áreas de floresta contínua do Estado de São Paulo, sendo o testemunho de uma flora e fauna exuberante. Estende-se por um total de 350 Km². • Desse total uma área de 191,7 km² foi tombada pelo CONDEPHAAT (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo).

 


Serra do Japi é um raro remanescente da Mata Atlântica no interior do Estado de São Paulo
 

E a natureza continua neste MIT com o Camping Cabreúva que é um parque aquático com diversas piscinas e toboáguas, lagos, esportes de aventura como arvorismo, rapel e trilhas. Bom saber que o nome do município é originário da árvore Cabreúva do tipo pardo (Myrocarpus Frondosus, da família Leguminosae-Papilionoideae) conhecida pelos índios como "Kaburé-Iwa" (Árvore da Coruja).

Conta a história que este então distrito foi criado com a denominação de Cabreúva, por decreto de 1830 e subordinado ao município de Itú.
Elevado à categoria de vila com a denominação de Cabreúva foi  desmembrado de Itu em março de 1859. Elevado à condição de cidade com a denominação de Cabreúva, em dezembro de 1906. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede.

Como chegar

Para ir até Cabreúva, saindo da Capital,  é preciso acessar a SP-348 (Rodovia dos Bandeirantes) até a saída 59, em seguida a SP-300 (Rodovia Dom Gabriel Paulino Bueno) até a saída 84 e a SPA-085/300 (Rodovia Ver. José de Moraes).