Campina do Monte Alegre

O Roteiro Turístico Fogão e Viola é formado por um conjunto de cidades paulistas próximas ao Vale do Ribeira, no sudoeste do Estado, em que gastronomia, tradição e música caipira são partes de seus atrativos. Uma dessas cidades é a pequenina e acolhedora Campina do Monte Alegre, situada a 223 km da capital, da Região de Itapetininga. É banhada pelos rios Itapetininga (que corta o seu perímetro urbano) e o Paranapanema (que passa por ela), sendo que ambos estão entre os únicos rios não poluídos do Estado de São Paulo. Suas praças e fazendas guardam passagens da história brasileira em monumentos, prédios e na descoberta de objetos antigos encontrados neste município, que é de interesse turístico (MIT) desde 2017. O município é formado pela sede e pelo distrito de Salto.


Grande atrativo turístico deste MIT é a Cachoeira do Salto do rio Paranapanema

 
Campina do Monte Alegre, com uma população de 6.057 pessoas, segundo estimativa do IBGE de 2020, é plana, tem ruas estreitas e bem cuidadas, com sua área urbana localizada a um km da foz dos dois rios que a banham. As águas do Itapetininga encontram as do rio Paranapanema ao sul do centro urbano, ao pé do monte que é um marco avistado de todos os pontos da cidade. Passear de carro pelo centro é agradável, há todo um cuidado com as praças, monumentos e equipamentos turísticos, sendo que próxima ao Estádio Municipal encontra-se uma lagoa artificial de margem ajardinada, desenhada para passeios, pesca, jogging e com área de lazer. O clima na região de Campina do Monte Alegre é temperado, fazendo uma média anual de 15ºC.


Para o turista, a Casa de Cultura local guarda artefatos de batalhas travadas durante a Revolução de 1932. Numa dessas ações, uma das torres da Igreja de São Roque foi alvo de bombardeio. Outras atrações de Campina do Monte Alegre são a Cachoeira do Salto, no rio Paranapanema, os paredões de pedra e equipamentos turísticos com estrutura para passeios de barco, pesqueiros pousadas, bares e restaurantes. A cidade sedia a tradicional Campesca, um dos maiores torneios de pesca do interior paulista. Todos os anos, a prova atrai muitos visitantes e cerca de 500 competidores de várias categorias, para pescarem pacus, tilápias e patingas que são despejados na lagoa municipal. O calendário de eventos também traz a Festa do Peão, bem como a já conhecida Copa Campina de Vôlei de Praia, com quadra armada em plena Praça da Matriz, movimentando a região e também atraindo atletas de todo o Brasil.



O Lago Municipal é um dos encantos locais bem no centro, com uma pequena ponte que o atravessa para uma ilha artificial

 
Fé e religiosidade estiveram na origem do nome da cidade. Conta a história que no século XIX, os tropeiros faziam paragem na região, antes da partida a caminho do sul do País. Duas famílias residiam no local em 1870, quando um menino de cinco anos chamado Onório Gomes saía atrás de animais numa campina e achou, dentro de um cupinzal, uma estatueta de São Roque de 20 cm de altura. Uma capela de pau a pique e coberta com folhas de indaiá foi construída em homenagem ao santo medieval, onde a imagem foi achada. Formou-se um povoado em volta da capela chamado Terras de São Roque e, depois, Campina dos Aranhas (de uma família residente, os Aranha). O nome atual veio em razão do morro próximo à foz dos dois rios, o que dava muita alegria e orgulho aos moradores dali. A cidade se emancipa da vizinha Angatuba em 1991.




Como chegar

Para ir até Campina do Monte Alegre, aindo da Capital, é preciso acessar a SP-280 (Rodovia Castello Branco) até a saída 78, depois a SP-075 (Rodovia José Ermírio de Moraes) até a saída 7-B, em seguida a SP-091/270 (Rodovia Celso Charuri), acessar a SP-270 (Rodovia Raposo Tavares) até a saída do km 208,7 e a SP-189 (Rodovia Lauri Simões de Barros.



 
Para saber mais, clique em www.campinadomontealegre.sp.gov.br