Cunha

Última parada dos tropeiros que percorriam a Estrada Real, o município de Cunha fica em uma região de muitos encantos e desde 1948 transformou-se em estância turística. Distante 230 km da capital paulista, tem acesso pelo km 65 da BR-116 (Rodovia Presidente Dutra), de onde se deve tomar a SP-171, em direção a Guaratinguetá, SP e Paraty, no litoral fluminense. A entrada para a cidade fica no km 46. Fica no Alto Vale do Paraíba e é rodeada por serras e parques de reserva ambiental como Parque Estadual da Serra do Mar e Serra da Bocaina. Por isso oferece aos seus visitantes inúmeros atributos naturais: clima, paisagem, cachoeiras, trilhas, flora e fauna, características da Mata Atlântica.

Cunha é também um importante polo de cerâmica artística na América do Sul. Ali se instalaram, a partir de meados da década de 1970, ceramistas de formação japonesa que trouxeram para o Brasil uma técnica milenar de cerâmica artística, queimada a lenha em altíssima temperatura, em fornos chamados Noborigama. Muito atuantes, eles levaram adiante seu trabalho e formaram jovens discípulos que mais tarde abriram seus próprios ateliês. Na década passada, ceramistas de outras técnicas foram se radicando no município, que conta hoje com mais de 20 ateliês de cerâmica artística, produzindo peças de alta qualidade, nos mais variados estilos. Essa peculiaridade atrai, durante o ano todo, turistas de diversas regiões do país.
 



A Cachoeira do Pimenta, muito visitada por turistas em Cunha, é formada por várias quedas d’água e traz opções de lazer

Com uma população estimada, pelo IBGE/2020, de 21.459 pessoas, Cunha é reconhecida pela sua gastronomia, cujo astro da festa é o pinhão, ingrediente principal de variados pratos doces e salgados do festival que acontece todos os anos no mês de abril, na Praça da Matriz de Cunha. Os restaurantes da cidade também entram no clima da festa e oferecem diversas receitas especiais e exclusivas que incluem o pinhão. Detalhe: no festival de 2019 foram consumidas 10 toneladas de pinhão.  Em meio à festa para celebrar a colheita desse produto típico da região, a prefeitura da cidade sempre prepara uma extensa programação cultural que reúne boa música e gastronomia.

Se esta estância é famosa pelos ateliês de cerâmica, pelas suas cachoeiras, áreas verdes, pela gastronomia, agora conta também com um Lavandário. Trata-se de um belo campo de lavandas, que pode ser visitado durante todo o ano. As temperaturas amenas, o solo alcalino e as noites mais frias da cidade fazem do lavandário um local ideal para o cultivo da planta. No início, a atividade era apenas um hobby para a proprietária que começou a plantação com 100 pés de lavanda. Hoje, a propriedade rural cultiva mais de 40 mil pés, em sua maioria da espécie Lavândula Dentata, em uma área equivalente a 15 campos de futebol. Está localizado na Rodovia SP-171, Km 54,7, S/n – Boa Vista, Cunha.

 
O Parque Lavapés, de Cunha, traz diversos atrativos aos visitantes, em espaços ao ar livre em meio à natureza
 

Além disso, Cunha faz parte da Estrada Real, uma rota que pode ser descoberta a pé, de bicicleta ou de carro e passa por 86 cidades entre Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. O roteiro foi criado pelos portugueses para transportar o ouro e diamantes de Ouro Preto (MG) até Paraty (RJ). Há festas para todos os gostos, como as Religiosas com procissões, bingos e barracas de comidinhas, ao longo do ano, como a Festa do Divino, Corpus Christi e a Festa de Nossa Senhora da Conceição, a padroeira da cidade em oito de dezembro.Também há as Regionais e Culturais: Festival de Verão e Fuscunha, Carnaval de Rua, Cavalaria de São Benedito, Festival de Inverno “Acordes da Serra”, Festival Gastronômico do Cordeiro Serrano, Expocunha, Festival de Cerâmica e Natal Luz.
Conta a história que foi aprovada pela Câmara Municipal de Cunha em novembro de 2017, e sancionada em novembro do mesmo ano, a Lei Municipal que oficializou a capela de Jesus, Maria e José da Boa Vista como o marco zero da Fundação de Cunha, assim como fixou a data de comemoração do aniversário local no dia 19 de março de cada ano, com a contagem da idade de Cunha a partir do ano de 1724. O sobrenome Cunha vem de Portugal, que se refere a uma família que ganhou o direito de cunhar (imprimir o selo real nas barras de ouro no Brasil) que seria função, na época, do coronel Francisco da Cunha Menezes.

 

Como chegar

Para chegar até Cunha, saindo da Capital, é preciso acessar a BR-116 (Rodovia Presidente Dutra) até a saída 65 e a SP-171 (Rodovia Paulo Virgínio).

 
Mais informações: www.cunha.sp.gov.br