Guaratinguetá

Quem percorre a rodovia Presidente Dutra (BR-116), saindo da capital paulista, segue pelo Vale do Paraíba, com todo o belo conjunto de morros e paisagens verdes nas laterais da autoestrada, e chega a Guaratinguetá após rodar por 176,1 km. A estância turística, cujo nome em tupi-guarani significa “muitas garças brancas”, é uma das maiores em população do vale e também uma das mais importantes cidades dessa região do estado: 122,5 mil habitantes (IBGE/2020). “Guará”, como é conhecida, tem museus históricos, recebe visitantes para turismo religioso (é a terra natal do primeiro santo brasileiro, o Frei Galvão), possui 70 hotéis com mais de 2,5 mil leitos, sendo também a cidade mais quente do Vale do Paraíba.

É cortada pelo rio Paraíba do Sul e em torno dele cresceu. Para quem vem da rodovia Dutra, a impressão é que Guaratinguetá é bem pequenina e que aparece logo depois de Aparecida, que parece se situar a leste (mas que na verdade está a sul). Em território guaratinguetaense, em 1717, foi recolhida das águas do rio a imagem de terracota de Nossa Senhora uma vez que, naquela época, Aparecida pertencia a Guaratinguetá. Foi inclusive no mesmo século que ali nasceu Frei Galvão, em 1739. Hoje, a casa onde ele viveu recebe cerca de dez mil visitantes por mês, o que fez com que a partir de 2007, com a canonização do santo pelo Papa Bento XVI, Guará viesse a compor a Região Turística da Fé (com Cachoeira Paulista e Aparecida).



Com forte Turismo Religioso, a cidade é a terra natal do primeiro santo brasileiro,  Frei Galvão


Tradição é um dos sinônimos de Guaratinguetá desde o início do século XVII, quando era ponto de paragem para os bandeirantes que iam em direção às jazidas das Minas Gerais. Também a cidade ganhou escolas importantes que deram a ela o apelido de “a Atenas do Vale do Paraíba”.

Quando a Estrada de Ferro Central do Brasil uniu São Paulo ao Rio de Janeiro, no século XIX, Guará teve uma estação e começou a crescer a tal ponto que ganhou um dos mais belos teatros do Vale do Paraíba (talvez até mesmo de todo o estado de São Paulo) que acabou virando o prédio onde hoje está a Secretaria de Turismo. Além disso, o destino é conhecido na região pela tradição de comemorar o Carnaval, que se iniciou pela tradição portuguesa do entrudo.





No séc.19, a Estrada de Ferro Central do Brasil une SP e Rio, e surge a estação de Guará, hoje sede da Sec. de Turismo


Por ter sido um dos principais produtores de café de São Paulo, Guaratinguetá possui vários casarões da época colonial, muitos deles contrastando com os prédios e as casas atuais. De uma dessas famílias ilustres locais, nasceu o ex-presidente Rodrigues Alves e, para resgatar sua memória, foi fundado em 1956 o Museu Histórico e Pedagógico Conselheiro Rodrigues Alves. Há várias iniciativas culturais, como a Exposição Internacional de Presépio e a Exposição Franciscana (no Seminário Franciscano Frei Galvão), o Espaço ViVarte, o famoso SABAP (Sociedade Amigos do Bairro Pedregulho), a Estação Cultura, a Casa do Artesão, além de boas opções de hotéis e pousadas na área rural.

Curiosidades

• Na bandeira de Guaratinguetá, estão três garças voando em ascensão, elas são o símbolo da cidade. A região ficou conhecida pela grande quantidade desses animais, o que gerou o nome do município em tupi-guarani (de “gûyrá”, pássaro e “tinga”, branco e “etá”, muitos).

• O local onde se situa hoje Guaratinguetá começou a ser povoado em 1628. Foi em torno da antiga capela de Santo Antônio que a cidade se desenvolveu. No ano de 1651, é elevada a vila e, em 1844 foi elevada à categoria de cidade. Ainda no século XIX, Guará vira ramal da antiga Central do Brasil, entre Rio e São Paulo e, por duas vezes, foi visitada pelo Imperador D. Pedro II. Em 1932, foi cenário de importantes embates na Revolução Constitucionalista, defendendo São Paulo.

• Na década de 1950, também foram instalados em Guaratinguetá a Escola de Especialistas da Aeronáutica (EEAer), bem como o hotel-fazenda Clube dos 500, uma área de 600 mil m² e juntos, com faculdades e universidades, incrementaram a população e a vida urbana local.

• A construção do Hotel Clube dos 500 foi um marco arquitetônico da BR-116. O projeto foi assinado por Oscar Niemeyer, com plano urbanístico de Prestes Maia e no restaurante há um afresco de Di Cavalcanti.

• Guaratinguetá é um importante centro de comércio e prestação de serviços da região do Vale do Paraíba, o que atrai pessoas dos municípios vizinhos e do sul de Minas Gerais.

Não deixe de ir

• ...ao Museu Frei Galvão, fundado em 1972, que reúne atrações de arte sacra, artesanato regional, documentos e objetos históricos, bem como pinturas e esculturas ligadas ao primeiro santo brasileiro, batizado Antônio de Sant’Anna Galvão. (Praça Conselheiro Rodrigues Alves 48 - 2° andar, Centro)

• ...à Catedral de Santo Antônio, que foi erguida em 1630. Os visitantes podem apreciar a bela construção barroca e o imponente órgão de 800 tubos. Frei Galvão foi ali batizado em 1739 e rezou sua primeira missa em 1762. (Praça Santo Antônio, 300 – Centro)

• ...ao Museu Histórico e Pedagógico Conselheiro Rodrigues Alves, fundado em 1956 na casa onde morou o ex-presidente da província de São Paulo e ex-presidente da República Rodrigues Alves (1848-1919). No local, há mobiliário, fotografias e documentos do político brasileiro. (R. Dr. Morais Filho, 41 – Centro Histórico)






Mais informações:  www.guaratingueta.sp.gov.br