Ilha Solteira

Às margens do Rio Paraná está a Praia Catarina, com infraestrutura toda voltada ao lazer e mergulho e, próxima dali, já na margem esquerda do rio São José dos Dourados, está a Praia Marina, onde a prática de windsurfe e jet-ski é a pedida. Esse Parque Balneário de mais de 100 hectares dividido nessas duas praias, Marina e Catarina, é parte dos atrativos de Ilha Solteira, uma estância turística localizada a 661 km de São Paulo. A cidade, com uma população de 26,8 mil habitantes (pela contagem do IBGE de 2020), pertence à ensolarada Região Turística Tietê Vivo e possui belezas naturais e artificiais que a diferenciam das outras cidades da Região dos Grandes Lagos, em pleno noroeste paulista, na fronteira com Mato Grosso do Sul.

Para situar o turista – há um arquipélago fluvial cujo nome é Cinco Ilhas. A ilha que deu origem ao município, por estar mais afastada, foi denominada Ilha Solteira, localizada próxima à usina hidrelétrica de mesmo nome, sendo repleta de espécies nativas da fauna e da flora da região e com a extensão de dois quilômetros de comprimento por 300 metros de largura. Graças à localização geográfica da estância turística, rodeada por rios e lagos, ela oferece ótimas condições para a prática de pesca esportiva, cujo número de adeptos só aumenta. A grande quantidade de peixes no local atrai a vinda de pescadores de todo o País. Além das belezas locais, o turista tem a chance de saborear um prato na rede gastronômica da cidade e conviver com o povo hospitaleiro.



O Monumento da Caixa d’Água, um dos mais belos de cidade, é enfeitado como uma árvore de Natal todo fim de ano


Mas nem só dos atrativos naturais vive o turismo em Ilha Solteira. O visitante irá encontrar uma cidade pulsante em cultura, tradições, eventos e festas. Tanto é que em abril de 2000, a cidade foi elevada à categoria de estância turística e em junho de 2001, por um decreto lei estadual, também foi denominada “Ilha Capital da Cultura”. E não é para menos, há atrações para todas as idades e gostos. Além do Zoológico, os adultos também podem levar as crianças ao Centro de Conservação da Fauna Silvestre, onde animais ameaçados de extinção ainda resistem, como a onça-pintada e o jacaré-de-papo-amarelo. Mesmo as visitações à Usina Hidrelétrica oferecem tours guiados e levam os visitantes à casa de controle e às turbinas da barragem.

Em Ilha Solteira, só não se diverte quem não quer. Quase todos os meses tem uma festa diferente. Além dos tradicionais Réveillon com virada na praia fluvial e seu show pirotécnico e o Carnaval na praça, acontece no meio do ano o Moto Fest, há mais de uma década. Em outubro, aniversário da cidade, a FAPIC (Feira Agropecuária, Industrial e Comercial) é a festa mais aguardada pelo povo. É evento que não acaba mais: o Natal Legal com enfeites de garrafas PET, o Encontro de Companhia de Folia de Reis, o Festival Gospel, o Torneio de Pesca Esportiva ao Pacu, Feira Náutica, Encontro de Cowboys, Maio Cultural, A Mais Bela Voz, Mostra de Teatro, Beatles Weekend, Campeonato de Churrasco, Festa da Mandioca e muitos outros. Ilha Solteira é uma festa.




A Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira é uma das maiores já construídas no Brasil e sempre abre suas portas a visitantes


 
Curiosidades

• A ilha onde está a cidade era uma antiga fazenda que, nos anos 1960, imaginava-se que seria submersa pelo lago artificial das futuras barragens hidrelétricas a serem construídas na região.
• Em 1966, começam as obras da Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira, no Rio Paraná. Dois anos depois, aparece o núcleo urbano formado pelo enorme contingente de mão de obra para a construção da barragem. Em 15 de outubro de 1968, é fundada Ilha Solteira, que é uma das únicas cidades planejadas em todo o Brasil.
• A comuna italiana de Monte Isola, na região da Lombardia, é cidade-irmã de Ilha Solteira desde 2003. Em Monte Isola, há um monumento que lembra o acordo, representado por um tronco e raízes de aroeira.
• Para construir a usina hidrelétrica, muitas famílias vieram para povoar a cidade planejada e trabalhar na barragem, daí surgindo o termo “barrageiros” para designar os operários, virando rotina e vocábulo local.
• Em Ilha Solteira, a lenda da “Velha Barrageira” reza que parte das terras necessárias para construir a usina hidrelétrica pertenciam a uma senhora que não queria vendê-las. Quando as terras foram alagadas e a senhora foi retirada delas, algum tempo depois, ela morreu. E passou a assombrar os caminhoneiros que davam caronas nas estradas locais.
• Ilha Solteira tem várias faculdades e universidades, sendo a única cidade em toda a América do Sul onde há um Professor Doutor para cada 150 habitantes. Em cada 12 ilhenses, um é estudante. Em cada 33 moradores, um é praticante de artes.

Não deixe de ir

• ...à Praia Marina, que possui infraestrutura voltada para praticantes de windsurfe, jet ski, prancha à vela, barcos a motor e há canchas, bar, lanchonete, além de píer para embarque e desembarque. O serviço local é considerado muito bom. (Av. Dr. Itamar Gouveia, 3215)
• ...à Praia Catarina, que possui águas calmas e límpidas próprias para o mergulho, o passeio de barco pelo lago, além da prática de esporte aquático e um local de lazer para visitantes e moradores. O local é procurado pelas famílias por oferecer boa infraestrutura, restaurantes e quadras poliesportivas.

Como chegar

Para ir até Ilha Solteira, saindo de São Paulo, é preciso acessar SP-348 Rodovia dos Bandeirantes) e a SP-310 (Rodovia Washington Luís e em suas várias denominações).



Mais informações: www.ilhasolteira.sp.gov.br