Indiaporã

Considerada uma das mais belas da região noroeste paulista, a Praça Luiz Antônio Amorim, em Indiaporã (a 609 km de São Paulo), tem sido palco de enlaces e cenário fotográfico para muitos casais. O local é um atrativo com jardim planejado, arborização e abriga a Igreja São João Batista, padroeiro local. Tida como a alma da cidade, é nessa praça que acontecem anualmente os eventos comemorativos mais importantes. O turista que passear por esse Município de Interesse Turístico (MIT) - cujo selo foi obtido em fevereiro de 2019 - vai encontrar ao redor da praça matriz as ruas comerciais e um calçadão. Mas, além disso, o visitante descobrirá muita natureza em estado bruto em Indiaporã, graças à presença de uma das maiores bacias hidrográficas brasileiras.


A cidade é banhada, ao norte, pelo caudaloso Rio Grande, integra a Região Turística Maravilhas do Rio Grande (com outros dez municípios), o que por si é garantia de muita água e muito verde para os turistas. A começar pelo Balneário Municipal, a Prainha de Indiaporã fica a 13km do centro da cidade, com acesso por uma estrada não pavimentada e está disponível todos os dias da semana. O espaço é gratuito, tem iluminação, duchas, local de mergulho e esportes náuticos, lanchonete, estacionamento, quadras para vôlei e futebol society, área arborizada para camping, para motocross e dois sanitários masculinos e femininos. O aluguel dos sete chalés e dos dez quiosques é feito pela Prefeitura.
 
Balneário Municipal com o Rio Grande, piscinas, área de camping, pesca, quiosques e chalés, além da fauna e bela flora
 
Contando com uma população de 3,8 mil habitantes (pela contagem do IBGE de 2020), banhada pelo Rio Grande, um dos maiores do País, a cidade é dotada de muitos ranchos e casas de veraneio e atrai turistas interessados em pesca, onde podem ser fisgados em berçários peixes como piapara, corvina, barbado, dourado, pirarucu, porquinho e, claro, os grandes tucunarés da região. Para os visitantes que praticam esportes náuticos, os lagos formados pela represa da hidroelétrica de Água Vermelha são propícios para caiaques, lanchas, remo em pé, windsurf, jet skis, da mesma forma como para os que vão ali para nadar e mergulhar.


Turistas também encontrarão fauna e flora ricas, em Indiaporã. Para além da exuberante mata ciliar e a transparência das águas do Rio Grande, podem ser vistos capivaras, quatis, saguis, garças e siriemas, bem como uma variedade de peixes, algas, moluscos, crustáceos e várias espécies de aves que posam para as câmeras fotográficas. A Cachoeira Jandaia, a 11,9 km a norte do centro da cidade, é um dos lugares mais famosos neste segmento, na região. As paisagens paradisíacas até chegar ao local compensam o trajeto, que não é muito fácil para os carros, mesmo assim vale a pena ao mergulhar nas águas turquesas da pequena queda d’água cercada por uma vegetação exuberante, a vivência com a natureza, e árvores altas que harmonizam com o cenário de paz e sossego.


Vale destacar que a Casa do Sertanejo Jamila Portilho do Nascimento resgata a memória das tecnologias, do fogão a lenha, do pilão, do monjolo, a cisterna, a moenda, bem como os móveis e utensílios próprios do interior. Bom para visitar. E mais de cinco mil pessoas, em inúmeras famílias da região, vêm a Indiaporã, em março, com o sucesso absoluto da Festa do Milho Verde, para saborear um delicioso almoço que acontece no Recinto de Festas João Scatolin - um espaço para até 12 mil pessoas - e degustar as delícias do milho e outras iguarias.

 
 

O local que abriga a Igreja São João Batista, padroeiro local, é um atrativo com jardim planejado e intensa arborização 
 

Conta a história que a cidade teve seu marco histórico em 1882, quando os pioneiros encontraram novas terras na região. A vila se chamava Itaporã fundada em 1938. Já como Indiaporã, foi criado o município em 1953. Segundo o historiador Adelino Francisco do Nascimento comemora-se em 12 de maio o aniversário de Indiaporã pelo uso e costume da época, já que esta foi a data de fundação da primeira vila em 1938,O nome da cidade, Indiaporã, é uma mescla entre a palavra em português “índia” com o termo em tupi-guarani “porã”, que significa “bonita”, dando a entender “índia bonita”, para homenagear os índios Caiapós que viviam nas proximidades do Rio Grande, mais precisamente na cachoeira denominada “Cachoeira dos Índios”.



Como chegar

Para ir até Indiaporã, saindo de São Paulo, é preciso acessar a  SP-348 (Rodovia dos Bandeirantes) até a saída 168, a SP-310 (Rodovia Washington Luiz) até a saída 453-A, a SP-320 (Rodovia Euclídes da Cunha) até a saída 554-A, a SP-543 (Rodovia Percy Waldir Semeguini) e Estrada Vicinal Olímpio Correa de Moraes.


 
Mais informações: www.indiapora.sp.gov.br