Itapira

Integrante da Região de Campinas e distante 161 km da capital, Itapira tornou-se MIT (Município de Interesse Turístico) em abril 2018 e abriga uma diversidade de atrações turísticas e festas tradicionais, como a de São Benedito, a maior festa negra do Brasil. Com 75.234  habitantes, de acordo com estimativas do IBGE/2020, Itapira possui uma boa infraestrutura urbana, com  um acervo ambiental, histórico e patrimonial, tornando-se atrativo pra seus visitantes, além de ser um berço de poetas, pintores, escultores e músicos.

O Turismo Cultural fala mais alto neste destino a começar pela Casa da Cultura, denominada João Torrecillas Filho, que fica no parque Juca Mulato. Abriga a biblioteca municipal Mário da Fonseca Filho, sala de pesquisas, um auditório e área para exposições. Tem mais: a Casa Menotti Del Picchia também fica no parque Juca Mulato, e envolve significativo acervo literário, artístico e pessoal do escritor, assim como o mobiliário de seu escritório particular, inaugurada em 1987.  Menotti Del Picchia (1892-1988) foi um poeta, romancista, ensaísta, cronista, jornalista, advogado e político brasileiro. Foi ativista do Modernismo, mas sua obra mais marcante é o poema “Juca Mulato”, em que a temática é o caboclo, o maior traço do Pré-Modernismo. Juca Mulato foi escrito e publicado em Itapira, em 1917.

Vale ressaltar que o parque Juca Mulato, em homenagem ao poema de Menotti Del Picchia, é uma das principais atrações turísticas da cidade e uma das maiores áreas verdes urbanas da região. Todo arborizado, o parque possui dois museus, um playground e aviário. Possui vista panorâmica de boa parte da cidade e para as serras do sul de Minas Gerais. No interior deste parque há o Museu Municipal Histórico e Pedagógico "Comendador Virgolino de Oliveira”. Instalado em 1972, possui acervo variado com peças, documentos, livros, pinacoteca e um acervo referente à Revolução Constitucionalista de 1932.

 
 
Morro do Cruzeiro, 1240m de altura, é um dos locais mais deslumbrantes da região, palco de campeonatos de voo livre
 
Itapira é atraente por uma das modalidades mais famosas de esportes radicais, Asa Delta, praticados no ar principalmente em cidades com terrenos propícios para os voos. É certo que se trata de um esporte, onde há o especial benefício que é o de admirar a paisagem, flutuando pelo céu. Plataforma de onde saltam os praticantes dos esportes radicais, a 1.240 metros de altitude, no alto do Morro do Cruzeiro, é um dos locais mais deslumbrantes da região. Por ser a única plataforma homologada pelo DAC (Departamento de Aviação Civil) no estado de São Paulo, é palco de campeonatos de voo livre e outras atividades como o radioamadorismo.


Tem mais: junto à antiga Usina Hidrelétrica do bairro Ponte Nova, as corredeiras da Ponte Nova são um dos pontos mais bonitos da natureza itapirense. Cachoeiras das Duas Pontes, Corredeiras do Rio do Peixe no bairro da Ponte Nova são próprias para a prática da canoagem e têm acesso pela rodovia Itapira-Lindoia. E com o objetivo de promover a educação ambiental, foi inaugurado em Outubro de 1999 o Museu de História Natural Hortêncio Pereira da Silva Júnior na Praça da Árvore. O Museu recebe grupos escolares para visitas livres ou monitoradas.

Conta a história que embora a colonização tenha se iniciado no século XVII, a formação do núcleo urbano deu-se em 1820, quando João Gonçalves de Morões doou as terras para formação do patrimônio e, com Manoel Pereira da Silva, derrubou as matas e construiu uma capela, onde foi colocada a imagem de Nossa Senhora da Penha, até então venerada no oratório particular de Morões. Elevado à categoria de Vila com a denominação provincial de Nossa Senhora da Penha em 1858, desmembrado de Mogi Mirim, constituído do Distrito Sede. Tomou a denominação de Penha do Rio do Peixe, em 1875. Passou a denominar-se Itapira, em 1º de abril de 1890.  O significado da palavra Itapira, segundo o dicionário geográfico da província de São Paulo, de João Mendes Caldeira, está assim explicado: Ita (pedra, morro) pira (ponta, penhasco, isto é, ponta de pedra ou pedra pontiaguda).

 
 
Casa Menotti Del Picchia com acervo literário, artístico e pessoal do escritor que escreveu Juca Mulato em Itapira
 
Como chegar

Para  ir até Itapira, saindo de São Paulo, é preciso acessar a SP-348 (Rodovia dos Bandeirantes) até a saída 47, a SP-330 (Rodovia Anhanguera) até a saída 86, a SP-083 (Rodovia José Roberto Magalhães Teixeira), a SP-065 (Rodovia Dom Pedro I) até a saída 133, a SP-340 (Rodovia Gov Adhemar de Barros) até a saída do km 157-A, a SPI-054/147 (Anel Viário Pref Jamil Bacar) e a SP-147 (Rodovia Monsenhor Clodoaldo de Paiva) até a saída 44.



 
Mais informações: www.itapira.sp.gov.br