Juquiá

Em quatro dias de setembro, uma das mais aguardadas feiras temáticas e de negócios do Vale do Ribeira proporciona atrações para públicos de todas as idades, que vão desde parque de diversões, baladas, tenda eletrônica, além de praça de alimentação com comidas típicas, rodeio de cavalos e atrações musicais. Iniciada em 2005, a Expo Juquiá Feira da Pupunha, Agronegócio e Gastronomia Regional possui estrutura que recebe dez mil pessoas no Centro de Eventos de Juquiá, cidade que fica a 158 km de São Paulo. O turista que estiver na cidade também tem a oportunidade de provar os pratos típicos da culinária local, como a Galinhada, o Risoto de Pupunha, a Tilápia Frita, o Pastel de Pupunha e a Moqueca de Pupunha.

Juquiá tem 18.718 habitantes, pelo IBGE/2020, e está situada às margens da BR-116 (Rodovia Régis Bittencourt) entre as cidades de Registro e Miracatu, mas sua localização é um verdadeiro entroncamento entre rios (entre eles o Juquiá, afluente do caudaloso Ribeira do Iguape), autoestradas (pois ainda há a SP-079, que liga Sorocaba e a SP-165 que vai até Sete Barras) e linhas férreas desativadas (da Estrada de Ferro Sorocabana, no ramal Santos-Juquiá). Com aspecto típico interiorano, a pacata cidade recebeu o selo de Município de Interesse Turístico (MIT) em fevereiro de 2019 e pertence à Região Turística Caminhos da Mata Atlântica. Saindo do perímetro urbano juquiaense e seguindo as estradas, a exuberância do verde salta aos olhos.

 

MIT localizado em um verdadeiro entroncamento entre rios, como o Juquiá, afluente do caudaloso Ribeira do Iguape


As atrações não cessam em Juquiá. Para os visitantes, há hotéis-fazenda, pousadas, pesqueiros e mesmo casas de moradores que recebem turistas para temporadas. Os praticantes de turismo de aventura irão encontrar rios e cachoeiras propícios para canoagem e rafting. A cidade é cortada por três rios (o Juquiá, que se origina nos rios Juquiá-Guaçu, o veloz e belo Assungui e o São Lourenço) e possui duas usinas hidrelétricas, a usina Salto do Iporanga, no bairro de mesmo nome e a do Alecrim, no bairro Juquiá-Guaçu. Outras opções que o destino oferece são o turismo de sol (com cachoeiras de rios preparadas para a visitação) e o agroturismo, para visitas monitoradas em propriedades rurais que ofertam refeições e entretenimento.

Além do Turismo de Pesca que pode ser praticado em diversos pesqueiros em Juquiá e também a pesca esportiva nos rios, o visitante adepto de Ecoturismo e Turismo Ecológico terá possibilidade de praticar cavalgada, tirolesa, passeios a pé, boia cross e cicloturismo em vários locais da cidade. Para os que vêm ao destino atraídos pelo turismo religioso, Juquiá conta com a centenária Igreja Presbiteriana do Morrinho, construída em 1898 (no bairro de mesmo nome) e também o Convento Nossa Senhora de Guadalupe, no Bairro Morro Seco, onde freis e freiras vivem em clausura e produzem velas, pães, doces e ainda organizam deliciosos almoços e jantares. Juquiá é chamada de Capital da Banana, uma vez que essa fruta tropical é o seu principal produto. Tem mais: a Biblioteca e o Museu Municipal, com rico acervo, ficam no prédio da antiga Estação Ferroviária, que fazia a linha Santos/Juquiá, no bairro que é marco zero da cidade, composto por casarões antigos e o porto de onde saíam os saudosos vapores que navegavam no rio Juquiá.


 

Biblioteca e o Museu Municipal ficam no prédio da antiga Estação Ferroviária, que fazia a linha Santos/Juquiá

 

Vale ressaltar que o nome Juquiá, em tupi-guarani, tem várias hipóteses de significado, desde “rio sujo”, “espinho de fruta” a “covo para peixe”. Se a primeira explicação procede, pelo fato de o rio Juquiá, que cruza a cidade, ser um tanto escuro, a última, por sua vez, reflete o brasão municipal, com a ilustração de dois peixes e uma armadilha para fisgá-los. Conta a história que a povoação de Santo Antônio de Juquiá foi fundada em 1829 por Felipe Fernandes. Em abril de 1853, foi elevada à condição de freguesia (ainda pertencendo a Iguape) e, com a República, vem a ser distrito. O nome Juquiá só foi oficializado com a Lei %u2116 9073, de 31 de março de 1938.


Como chegar

Para ir até o município de Juquiá, saindo de São Paulo, é preciso acessar a BR-116 (Rodovia Régis Bittencourt) até a saída 414.




Mais informações: www.juquia.sp.gov.br