Miracatu

A cidade de Miracatu, localizada a 137 quilômetros da capital, integra a Microrregião de Registro e a Mesorregião do Litoral Sul Paulista, e é formada pela sede e pelos distritos de Oliveira Barros, Pedro Barros e Santa Rita do Ribeira. A beleza de seus recursos naturais reforça a vocação turística do município, em especial pelo Ecoturismo e Turismo de Aventura, mesmo porque está situada dentro de três Áreas de Proteção Ambiental e com 70% de seu território coberto pela vegetação original da Mata Atlântica.


A região é cortada pelos rios São Lourenço, São Lourencinho, Itariri e seus afluentes, que deságuam no Rio Ribeira de Iguape. Assim, as destacadas atrações de Miracatu estão nos rios, como as quedas d’água e cachoeiras, excelentes para a prática de esportes de aventura, áreas para banho, caminhadas e lazer. A Cachoeira da Mutuca é uma das maiores cachoeiras subverticalizadas do Vale do Ribeira,  tem 273 metros e é apropriada para atividades como trekking, escalada molhada, watertrekking, cascading, passeio ecológico com observação de fauna e flora, banho e educação ambiental.
 
 
A Cachoeira da Pedra Grande, com 68m, a mais alta da cidade, é própria para cascading, rapel, traking e montain bike 
 

Além da Mutuca, há neste destino, que é Município de Interesse Turístico – MIT desde 2018, e conta com uma população, segundo IBGE/2020 de 19.643 pessoas, cerca de 53 cachoeiras. As mais conhecidas e freqüentadas são:

• Cachoeira do Fau – Queda com mais de 10m de altura, área apropriada para banhos, caminhadas e lazer, localizada a 15 km do centro.
• Cachoeira do Canta Galo – Muitas quedas d’água, trilhas a serem exploradas, a 40 km do centro.
• Corredeiras de Biguá – Com área de corredeiras, áreas verdes e trilhas ecológicas, a 10 km do centro.
• Cachoeira do Manecão – 73m (própria para cascading), a cinco km do centro.
• Cachoeira da Pedra Grande – 68m (própria para cascading, rapel, traking, montain bike) a 16 km do centro.


Bom ressaltar que Miracatu também é cultura, além de vasta e bela natureza. Um dos seus principais atrativos é o Museu Municipal Pedro Laragnoit. Inaugurado em 30 de novembro de 1983, o espaço localizado no centro da cidade conta com um acervo de aproximadamente 500 peças, resgatando a história da colonização do Vale do Ribeira, com peças raras, curiosidades e escritos. Entre os objetos encontra-se a Bandeira Nacional que cobriu o caixão de Santos Dumont. A entrada é gratuita.

 
 

Grande a oferta da Casa do Artesão com peças de papel, cipó, arame, madeira, crochê, bambu, fibra da bananeira e argila
 
 
Tem mais: a Casa do Artesão é um local indispensável durante visita a Miracatu. O espaço comercializa o artesanato produzido com a utilização da fibra da bananeira, que se tornou uma importante fonte de renda para as famílias do município. As peças são fabricadas na Banarte, uma cooperativa composta por artesãos responsáveis pela confecção de tapetes, baús, almofadas, esteiras, bolsas, cachepôs, entre outras peças. Esta associação, que mantém viva a tradição local de artesanato feito com a fibra de bananeira, conta atualmente com 40 integrantes, que produzem cerca de 2.000 peças por mês.


Conta a história que o antigo povoado de Prainha, localizado à margem esquerda do rio São Lourenço, deve seu nome a uma pequena praia onde paravam os canoeiros para descansar e fazer suas refeições durante a viagem. Sua origem estaria ligada ao núcleo surgido nas terras do francês Pierre Laragnoit. Em julho de 1847, por um milhão de réis, Laragnoit comprou uma sesmaria de Domingos Pereira de Oliveira e sua esposa. Em 1944, o nome da cidade teve que ser mudado porque existia uma cidade com nome idêntico no estado do Pará. Prainha passou a ser então Miracatu que deriva do tupi-guarani e significa Terra de Gente Boa.


Como chegar


Para ir até Miracatu, saindo de São Paulo, é preciso acessar a BR-116 (Rodovia Régis Bittencourt) até a saída 394.



 
Mais informações: www.miracatu.sp.gov.br