Mogi Mirim

No leste do Estado, a uma distância de 153,9 km de São Paulo, o visitante irá encontrar Mogi Mirim, qe recebeu o selo de Município de Interesse Turístico (MIT) em março de 2019. A cidade possui atrativos que vão de culinária típica a cachoeiras e de túneis que foram bunkers na Revolução de 1932 a equipamentos culturais e religiosos. Tudo isso faz sentido e está muito integrado: Mogi Mirim foi uma das principais cidades paulistas até o início do século XX e hoje, mais de três séculos depois de ter sido fundada por bandeirantes, pertence à Região Turística Trilhos e Trilhas da Baixa Mogiana, com outras oito integrantes. Do alto de seus 93,6 mil habitantes (pelo censo IBGE de 2020), o município tem fluxo de cerca de 30 mil turistas por mês, com boa hotelaria, serviços e gastronomia como alicerces.

Mogi Mirim é conhecida por sua tradição e variedade de culinária, com pratos da cozinha mediterrânea, portuguesa, sul-americana, entre outras, graças à vinda de imigrantes estrangeiros ao interior paulista, entre o final do século XIX e o início do século XX. O Polo Gastronômico mogimiriano, criado em 2007, é uma iniciativa das entidades locais para estimular o turismo de negócios da cidade e, ao mesmo tempo, garantir a qualidade dos alimentos consumidos pelos visitantes. No entanto, chegar a Mogi Mirim é facilitada para o turista, uma vez que rodovias e aeroportos fazem a ligação rápida com importantes cidades do interior paulista, bem como do sul de Minas Gerais. A oferta de hospedagem local tem boa estrutura, para quem busca dias tranquilos de descanso em Mogi Mirim, chamada de “Cidade Simpatia”.

 

A Igreja Matriz de São José, em estilo gótico romano, é uma espécie de réplica da Catedral de Notre-Dame, de Paris

O turismo mogimiriano passa por trilhos e também por muita luta e fé. Boa parte da importância de Mogi Mirim para a economia paulista se deveu à estrada de ferro da Companhia Mogyana, no auge do ciclo cafeeiro, no século XIX. A estrutura do prédio da Estação de Mogi Mirim ainda conserva a arquitetura dessa época áurea. No centro da cidade, a Igreja Matriz de São José, em estilo gótico romano, lembra a catedral de Notre-Dame de Paris, com seus belos detalhes de mosaicos, para a apreciação dos turistas. Em 2008, a descoberta de um túnel construído em Mogi Mirim há quase 100 anos, com 15 m de comprimento, trouxe à luz um bunker da Revolução de 1932, um abrigo subterrâneo para guardar armas e alimentos para os soldados paulistas. Há visitas ao local, sempre no dia 9 de Julho.
 


A centenária Estação Educação – Mogyana de Trem ainda mantém sua arquitetura da época áurea do Ciclo do Café
 
Não deixe de ir

·        ...ao Complexo do Lavapés, também chamado de “Zerão”, um local próximo ao centro urbano de Mogi Mirim, amplo e arborizado, para atividades físicas, academia, lago, quadras e ciclovia.

·        ...à Voçoroca, localizada no bairro Parque da Imprensa e que é uma depressão natural surgida em Mogi Mirim na década de 1960, tornando-se um ponto turístico bem visitado na cidade.

·        ...à Cachoeira de Cima, que fica a nordeste do centro urbano, um patrimônio natural dividido com a vizinha Mogi Guaçu. O local marcou gerações de mogimirianos, tem restaurantes, espaços kids, um equipamento onde o turista pode apreciar a paisagem e as águas do rio Moji-Guaçu e também degustar peixes deliciosos e pratos típicos da Baixa Mogiana.

·        ...ao Jardim Zoológico de Mogi Mirim, instalado no Horto Florestal, no bairro do Aterrado. Ambiente familiar, o espaço faz conservação ecológica e, para o turista, a boa dica é fazer piquenique à beira do lago, no fim de tarde.

Curiosidades

·        O nome Mogi Mirim significa, em tupi-guarani, “pequeno rio das cobras”, ou moî’ymirim, donde moîa ou mboîa = cobra, ‘y = rio e mirim = pequeno, em referência ao Rio Mojimirim.

·        A região de Mogi Mirim, antes da chegada dos europeus, era ocupada por indígenas caiapós, até a chegada dos bandeirantes, que seguiam em direção a Goiás e Minas Gerais em busca de pedras preciosas. Por volta de 1720, já havia povoados na localidade. Em 1747, a quantidade de habitantes motivou o início da construção da primitiva Igreja Matriz de São José. A freguesia, criada em 1751, foi elevada a vila em 1769, como São José de Mogi Mirim.

·        Com o crescimento do território, a Vila foi elevada a cidade em 1849. No final do século XIX, já em 1886, com a vinda de imigrantes europeus, as fazendas de café e os trilhos da Companhia Mogyana Estrada de Ferro ganharam terreno. Já no século XX, imigrantes japoneses e sírio-libaneses trouxeram a cultura do algodão.

·        A estação da Companhia Mogyana, em Mogi Mirim, foi inaugurada (ainda sem trilhos) em 27 de agosto de 1875 pelo imperador D. Pedro II. Foi terminada em 1886.

·        Além do bunker da Revolução de 1932 encontrado em Mogi Mirim, outros locais da cidade lembram o conflito – a Praça Nove de Julho, um monumento comemorativo, a antiga Estação da Mogyana (hoje Estação Educação), onde os trens passavam para soldados descerem e a Escola Coronel Venâncio, com mais de 100 anos, onde soldados aquartelados se abrigavam.

Como chegar

Para ir até Mogi Mirim, saindo de São Paulo, é preciso acessar a Rodovia dos Bandeirantes (SP-348) até Campinas e de lá, acessar a Rodovia Governador Dr. Adhemar Pereira de Barros (a SP-340).