Pardinho

Com uma natureza privilegiada, a cidade de Pardinho, distante 205 quilômetros da Capital, está situada na sub-bacia do Paranapanema com inúmeras nascentes e cachoeiras. Com distinção para o Turismo Rural, de Aventura e Ecoturismo, integra, com mais 11 municípios, o Circuito Polo Cuesta. Conhecida por Terra das Emoções é considerada a Capital da Música Raiz, da Cultura Caipira da Cuesta, principalmente pela música do “Ferreirinha” composta e gravada por Carreirinho (Adauto Ezequiel), que viveu em Pardinho.  Este destino conta com uma população estimada pelo IBGE/2020, de 6.508 pessoas e em abril de 2018 recebeu o título de Município de Interesse Turístico – MIT, para fomentar a infraestrutura turística local e avançar este setor.


Bom lembrar que o Polo Cuesta, um consórcio turístico criado em 2001, é cortado pelos rios Tietê e Paranapanema, perfeito para quem curte esportes náuticos e pesca. O nome Cuesta, que em português significa “degrau”, é de origem mexicana, e foi dado ao local devido à forma do relevo encontrado na região, que tem grandes paredões. Indica uma formação de planalto com uma encosta abrupta (front) e outra mais suave (reverso).  Sua altitude varia de 550 a 950 metros. Por ali também está o Aquífero Guarani, um dos maiores reservatórios de água doce e potável do planeta. Há espaço também para as trilhas radicais para os esportes de aventura como cicloturismo & trilhas, montain bike, rapel, asa delta, paraglaider e balonismo.
 
 
 
Paróquia Divino Espírito Santo, templo católico de 1917, foi importante ponto de abastecimento de rotas dos bandeirantes
 
Para os apreciadores de aventura e adrenalina, a indicação é a Tirolesa do Gigante. Trata-se da maior tirolesa da região com 800 metros, divididos em três lances. Com uma vista incrível para o Gigante Adormecido (formação rochosa situada no vizinho município de Bofete que lembra um gigante deitado) e uma panorâmica da Cuesta. Além da tirolesa, o espaço conta com os passeios de buggy com três roteiros, visitando cachoeiras, serras e mirantes. No centro de Pardinho tem placas indicando o caminho. Tudo com segurança e boa infraestrutura. Outro atrativo turístico local é a gastronomia, uma vez que o clima ameno e subtropical serrano favorece um terroir próprio proporcionando produtos artesanais de sabores únicos como os queijos de Pardinho, cervejas, cafés gourmet e doces caseiros, além de receitas típicas da cozinha caipira mesclada às de origens coloniais envolvendo as italianas, portuguesas e alemãs.


Já quando o tema é Turismo Religioso, o foco é a Paróquia Divino Espírito Santo localizada na Praça Sargento Manoel Correa. Trata-se de um templo católico cuja criação aconteceu em sete de junho de 1917. Além dos ofícios religiosos normais, a paróquia é conhecida pela Festa de São José, no mês de Março, e a em Louvor a Nossa Senhora Assunção e São Roque, sempre no mês de Agosto. Estes eventos atraem muitos visitantes a esta paróquia, além dos próprios moradores. Segundo relata a história, foi importante ponto de abastecimento das rotas dos bandeirantes e também ponto de encontro de tropeiros desde meados de 1800, abrigando a primeira capela e a atual construção da Paróquia Divino Espírito Santo. Sedia o comércio local desde esta época, aonde carros de bois vinham fazer a permuta das suas produções agrícolas, moeda de troca da época. Presenciou toda a evolução histórica, política e administrativa e até hoje é palco das importantes celebrações municipais. Os turistas também podem encontrar peças de artesanato, neste destino, passando pelo crochê, tricô, trabalho com barbante, decoração, aplicação de tecido em parede, também em móveis, além dos famosos queijos artesanais.

 
 
O Centro Max Feffer de Cultura e Sustentabilidade: primeiro centro cultural da América latina de construção sustentável

 
O Centro Max Feffer de Cultura e Sustentabilidade é um dos orgulhos dos pardinhenses. Foi no ano de 2008 que uma revolução aconteceu bem no centro da cidade, mais precisamente em uma praça local, com a construção deste Centro criado a partir de uma tecnologia milenar com a utilização de bambus e com as mais modernas técnicas baseadas em edifícios verdes. A construção gera 25% de economia de energia elétrica, pois utiliza 80% de luz natural. Possui iluminação LED e sensores de presença nos banheiros, que também utilizam água de reuso, captada da chuva, além de torneiras de fechamento automático, para evitar o desperdício. Existe inclusive um sistema que armazena o ar quente para aquecer o ambiente quando necessário através do sistema Trombe. Atua proativamente em favor da cultura local, que é considerado o berço da música raiz do estado de São Paulo e comporta projetos voltados à  sustentabilidade, com explanações sobre a cultura caipira, realização de aulas gratuitas de viola, violão e lutherie (que é a técnica utilizada na construção da viola), além de balé e cursos de capacitação. Comporta uma Biblioteca mista, Municipal e Comunitária, e conta com um acervo de mais de cinco mil livros e uma brinquedoteca.


A colonização de Pardinho teve início no século XVIII, quando as terras próximas à Serra de Botucatu foram divididas em sesmarias, dentre estas, a Fazenda Santo Inácio deu origem às cidades de Pardinho e Botucatu. Com a expansão da cafeicultura no oeste paulista, no final do século XIX, muitos imigrantes se instalaram na região, proporcionando um período de grande desenvolvimento e implementação de melhoramentos públicos. Em abril de 1891, foi criado o distrito de Espírito Santo do Rio Pardo, no município de Botucatu. Em novembro de 1938, o distrito passou a se chamar Pardinho, por se localizar próximo às cabeceiras do rio Pardo. Em fevereiro de 1959, o Distrito foi elevado à categoria de Município com a denominação de Pardinho, desmembrado de Botucatu. Sua instalação ocorreu dia 1º de janeiro de 1960.


Como chegar

Para ir até Pardinho, saindo de São Paulo, é preciso acessar a SP-280 (Rodovia Castello Branco) até a saída 193, Estrada Municipal João Emilio Roder e Via de Acesso Pedro Bosco.



 
Mais informações: www.pardinho.sp.gov.br