Ribeirão Pires

Distante 40 km de São Paulo, Ribeirão Pires possui cerca de 125 mil habitantes (IBGE/2020) e retém suas águas e territórios protegidos pela Lei de Mananciais, o que possibilita a harmonia e coexistência entre o mundo urbano e a natureza, com a essencial presença da Mata Atlântica. Localizada na Região Metropolitana de São Paulo, desde 1998 tem o título de estância turística, fomentando o setor e oferecendo lazer para visitantes e moradores. Há atrativos turísticos para todos os gostos, destacando-se o Religioso, o Ecológico, o Rural e o de Compras.

Esta estância tem a vantagem de oferecer um clima serrano e tem como principal atração a Represa Billings, na Bacia Hidrográfica do Alto Tietê —considerada “a maior caixa d’água da Região Metropolitana de São Paulo” (RMSP). No local é possível velejar, praticar esportes náuticos, pescar, além de conhecer sítios e parques nos arredores da represa, com infraestrutura para toda a família. Na região da Billings, há vários parques, entre eles, o Parque Municipal Milton Marinho de Moraes. Com o privilégio de estar localizada numa área de proteção de mananciais, é possível encontrar, na região várias espécies da flora da Mata Atlântica, como a samambaia-açu e os ipês-roxo e amarelo, além de animais característicos como pacas, capivaras, tatus, gatos-do-mato, saguis e jaguatiricas. Cenário único!

 


O Mirante Santo Antônio, com mais de 800 m de altitude, abriga uma vista panorâmica da região e da Represa Billings.

As atrações do destino passam pelo Mirante Santo Antônio, com mais de 800 metros de altitude e vista panorâmica da região e da Represa Billings. No local há também a Capela de Santo Antônio do Mirante, que demorou quase 10 anos para ser construída. Assim, além de atrair visitantes pela deslumbrante vista, também atrai turistas com interesse histórico religioso.

Para praticar esportes de aventura, como rapel e escalada, o caminho é a Pedra do Elefante. Trata-se do ponto mais alto da cidade e fica a quase mil metros de altitude, acessível por trilha fácil em meio à Mata Atlântica. Já para quem busca relaxar em um local tranquilo, bons passeios e caminhadas ao ar puro, a pedida é o Parque Municipal Pérola da Serra, que já abrigou a Chácara Preferida, construída em 1945, passou por uma revitalização e agora com infraestrutura completa para receber os turistas. Hoje, a antiga Chácara resguarda a Galeria das Artes do Fundo Social de Ribeirão Pires.

Referência do Turismo Religioso é a Capela de Nossa Senhora do Pilar, mais conhecida como Capela do Pilar. Fundada em 1714, foi construída como pagamento de uma promessa e hoje é uma boa opção para os fiéis e também para os amantes de uma boa história. Fica em uma área de proteção de mananciais.


 


Vila do Doce, bem no centro, é um espaço de alimentação e artesanato. Boa opção de lazer para moradores e visitantes.


Para quem tiver interesse em conhecer a história desta estância, a sugestão é uma visita ao Centro de Exposições e História "Ricardo Nardelli", na Rua Miguel Prisco, 286, Centro. Inaugurado em maio de 2015, abriga diversas obras de arte e peças que contam a história de Ribeirão Pires Também abriga a Pinacoteca Municipal Guilherme de Carvalho Dias (pintor e ilustrador que trabalhou em grandes revistas de São Paulo e do ABC, falecido em 1984), com acervo de obras de artistas da cidade e de outras regiões.
Na hora das compras, os caminhos levam à Vila do Doce, um espaço tomado por quiosques de alimentação e artesanato. Inaugurada em 19/01/2008, passou a ser mais uma opção de lazer para a população local e atrativo para os turistas.  Fica na rua Boa Vista, bem no centro. E já é tradição o Festival do Chocolate de Ribeirão Pires que acontece, todos os anos, entre julho e agosto, aos finais de semana com diversos chalés gastronômicos, entre doces e salgados, e chalés de artesanato, além de atrações musicais. Sempre sucesso.

A nomenclatura Ribeirão Pires possui duas etapas de explicação, a primeira bem simples que é derivada de um ribeirão que corta a região. Pires, por sua vez, de acordo com a historiografia oficial da cidade, é atribuído a Antônio Pires de Ávila, um militar que viveu por um curto período na cidade, em um sítio chamado Cassaquera, na beira de um córrego que possui o mesmo nome, hoje região de Mauá. A história da cidade começa em meados do século 16, com a chegada dos portugueses. O território de Ribeirão Pires fazia parte de uma imponente aldeia tupiniquim chamada Gerivatiba, chefiada pelo índio Caiubi, porém com a chegada dos colonizadores, o local foi então incorporado às propriedades de Brás Cubas, que na época já possuía duas fazendas em seu nome.

A emancipação de Ribeirão Pires é um processo que decorre das transformações territoriais da região hoje denominada Grande ABC Paulista. Começa em 1907, quando a cidade perde seus domínios territoriais sobre a região do Alto da Serra, elevada a Distrito de Paz com o nome de Paranapiacaba. Em janeiro de 1939, Ribeirão Pires passa a ser distrito do município de Santo André. Em dezembro de 1953, Ribeirão Pires, com cerca de 15 mil habitantes, emancipa-se de Santo André, sendo instalado em 1º de janeiro de 1954 e tendo o dia 19 de março (Dia de São José - padroeiro da cidade) escolhido para comemorar a sua emancipação.

Como chegar

Para ir até Ribeirão Pires, saindo de São Paulo,  é preciso  acessar a Rodovia Anchieta (SP 150) no sentido Santos até a saída para o Riacho Grande. É preciso manter-se pela esquerda para acessar a Rodovia Índio Tibiriçá (SP 31) até chegar na terceira rotatória, que dará acesso à entrada da cidade.

 
Mais informações: www.ribeiraopires.sp.gov.br