Santa Branca

Localizada no Vale do Paraíba, a 94 km da Capital, Santa Branca é conhecida desde a década de 50 por ser a Cidade Presépio, porque suas ladeiras, casinhas e a simplicidade de sua gente fazem lembrar os presépios natalinos. Fundada em 1832, a cidade que é MIT - Município de Interesse Turístico desde dezembro de 2017, ainda preserva parte de sua arquitetura original e divide-se entre áreas urbanas, com pequenos bairros e zona rural, com antigas fazendas.

Com uma população estimada, pelo IBGE/2020, de 14.857 habitantes, a cidade é cortada pelo rio Paraíba do Sul e abriga também a represa de Santa Branca e assim o Ecoturismo cresce por lá. Muitos visitantes escolhem a cidade para curtir a natureza e praticar esportes e atividades, como o boiacross (descida do Rio Paraíba do Sul em cima de uma boia), a natação, a pesca e as trilhas caminhadas às margens do rio. Um dos eventos de maior destaque nessa categoria chama-se Ecoboia, que ocorre todos os anos, e no qual pessoas de todas as idades se confraternizam descendo o Rio Paraíba com suas criativas boias e jangadas.

Curiosidade que ganhou fama: no fim da década de 20, o cidadão local, José Rosa Porto, fez uma panfletagem ostensiva na capital do estado de São Paulo, especialmente nas distribuidoras de bebida da Praça da Sé, anunciando o lançamento da velha aguardente produzida por seu pai, Onofre de Siqueira Porto. A fama da aguardente de Santa Branca ganhou outros estados do Brasil. A cachaça acabou virando “Santa Branquinha” e finalmente “Branquinha”. E “branquinha” é até hoje uma expressão popular atribuída à cachaça, em todo país.


 
 
Orgulho da cidade é a Ponte Metálica construída em 1902 pelo engenheiro e escritor Euclides da Cunha
 
Bom destacar que o Turismo Rural também faz parte de Santa Branca que possui diversas opções para pessoas que gostam de vivenciar um pouco do clima rural da cidade. Para isso, foram preservadas no município algumas antigas fazendas, muitas do século XIX. Entre as propriedades abertas para visitantes estão o Hotel Fazendão e a fazenda do Restaurante Engenho Velho. Nesses lugares pode-se andar a cavalo, tomar banho de rio e cachoeira, comer doces caseiros, além de contar com belas paisagens do campo. A cidade recebe inúmeros visitantes em suas trilhas e diversos grupos de ciclistas e motoqueiros.

Pelo Turismo Cultural, a cidade dispõe da Casa da Cultura que organiza todo ano um presépio que, além das figuras religiosas, possui casinhas de barro, trabalhadores do campo, donas de casa e o Rio Paraíba do Sul cortando o cenário, representando nosso município. Em destaque ainda outras manifestações culturais, como o Moçambique, a Folia de Reis, a Catira, São Gonçalo, danças típicas e folclóricas brasileiras, e a culinária caipira, o Carnaval de rua, Feira Agroartesanal (FASBRA), Festa Junina, Festa do Divino e a Festa da Padroeira.

Os prédios históricos são interessantes atrativos para os turistas. A Igreja Matriz, por exemplo, revela o mais importante conjunto arquitetônico de Santa Branca e é conhecida apenas como Igreja do Rosário, mas na verdade é dedicada a Nossa Senhora do Rosário e a São Benedito. Suas raízes têm origem na antiga capela, ponto de intersecção no tempo de dois ciclos econômicos diferentes: o das “lavouras de subsistência” e o do “café”. A capela foi construída por escravos em 1828, levantada sobra alicerces e paredes de taipa de pilão, constituindo desde então a base geradora do atual prédio. Está situada na principal praça da cidade. Também o Mercado Municipal é outro exemplo. E a história local afirma que um antigo mercado tinha sido construído no fim da década de 1860 e funcionou até meados da década de 1920, quando foi demolido e deu lugar ao atual prédio. Em abril de 2002 um grande incêndio destruiu parcialmente o prédio e foi reinaugurado em 2004.

 
 
Conjunto de prédios históricos com destaque para a Igreja Matriz dedicada à Nossa Senhora do Rosário e São Benedito
 
Aos apreciadores da natureza, Santa Branca oferece a Toca do Leitão, às margens da Represa de Santa Branca, com amplo espaço para lazer. Com 7,81 km² de área represada, o lugar é perfeito para pesca e prática de esportes aquáticos. De uso público e gratuito, também é ideal para passeios de barco, onde se pode conhecer pequenas ilhas com animais e pássaros silvestres e fica distante quatro km do centro. Tem mais: a Cachoeira do Putim possui uma queda d’água com cerca de 50 metros sobre laje de pedras. Apesar de situar-se em terreno particular, seu uso é público e está localizada no Bairro do Putim, a 15 km da área urbana da cidade.

Um outro atrativo que enche de orgulho os santabranquenses é a Ponte Metálica que foi construída em 1902, pelo escritor e engenheiro Euclides da Cunha, sobre o Rio Paraíba do Sul.  Possui dois pilares de pedra que sustentam as ferragens de origem inglesa, considerada pelos construtores da época como um dos materiais mais resistentes do mundo. De acordo com informes da cidade, durante sua estada em Santa Branca, além da direção e supervisão das obras da ponte, Euclides da Cunha estava fazendo a revisão final do livro “Os Sertões” e foi publicado justamente na época da inauguração da ponte. Vale ressaltar que serviu de ligação entre Santa Branca e Jacareí até 1983, quando foi desativada devido à construção de uma ponte de concreto ao seu lado.

Conta a história que em 1652, começa a nascer a Vila de Nossa Senhora da Conceição de Jacareí, partindo daí, as raízes históricas de Santa Branca. A instalação de um governo local deu impulso ao povoamento da margem esquerda do rio Paraíba do Sul, onde mais tarde foi construída uma capela dedicada à Santa Branca. A vila foi crescendo e em fevereiro de 1841, a Assembleia Legislativa Provincial, aprovou o projeto de lei elevando à condição de Freguesia. Isso perdurou até 1856, quando a Freguesia foi promovida à condição de Vila. Em março de 1856 houve a criação do Município e no final de 1908, tomou posse o primeiro prefeito eleito de Santa Branca, Claudino José de Souza.

Como chegar

Para ir até Santa Branca, saindo da Capital, é preciso acessar a SP-070 (Rodovias Ayrton Senna e Carvalho Pinto) até asaída 83-A e a SP-077 (Rodovia Nilo Maximo).



 
Mais informações: www.santabranca.sp.gov.br