São Vicente

“A Primeira Cidade do Brasil”, “A Primeira Sempre”, “A Primeira Câmara das Américas” ou “Aqui Nasceu o Brasil” são slogans associados a São Vicente, na Baixada Santista, uma das mais antigas estâncias turísticas paulistas, localizada a 72 km de São Paulo. O visitante que vem à cidade é atraído por sua geografia, pelo turismo de sol e mar e, portanto, pensar em São Vicente é lembrar de praias, sol, lazer e descanso. Pontos turísticos como a Ilha Porchat, a famosa Biquinha, o Gonzaguinha, a Praia do Itararé, a Ponte Pênsil, o Morro da Asa Delta (onde fica o Clube do Voo Livre do Litoral Paulista) e o Teleférico estão entre os atrativos mais conhecidos da cidade onde o comandante Martim Afonso de Souza chegou em janeiro de 1532.

São Vicente (local que os índios chamavam de “Tumiarú” ou “farol”, “grande fogueira”) possui 368,3 mil habitantes (pela contagem do IBGE de 2020), pertence à Região Turística Costa da Mata Atlântica e boa parte de sua porção continental (bem menos conhecida dos turistas) encontra-se inserida exatamente neste bioma de enorme biodiversidade. Já na parte litorânea, na Ilha de São Vicente (ou ilha de Goyahó, como era chamada pelos indígenas) situam-se os centros urbanos das duas cidades vizinhas, São Vicente, a oeste, e Santos, a leste -, onde o visitante irá encontrar a enseada e suas praias. Para chegar até elas, saindo da Capital, o acesso se faz pela rodovia BR-050 (ou a SP-150, Rodovia Anchieta) e, mais para oeste, pela SP-160 (Rodovia dos Imigrantes).

 

A Praia do Gonzaguinha, em São Vicente, tem muitos quiosques, bares, restaurantes e é a praia mais animada da cidade



Para o turista, a pouca oferta hoteleira de São Vicente é compensada por imóveis que são alugados para fins de semana e temporada. Entre os pontos conhecidos, a Biquinha (ou Bica da Fonte do Povoado, como era chamada em 1553) era o local em que o padre Anchieta dava aulas de catecismo aos índios. A água natural desta fonte vem do Morro dos Barbosas, a Biquinha foi restaurada em 1947 e ao seu lado funciona uma tradicional Feira de Doces, na Praia do Gonzaguinha. Diante da Igreja Matriz São Vicente Mártir, por sua vez, situa-se o Parque Cultural Vila de São Vicente, uma instalação com exposição interativa que faz o turista viajar no tempo e possui réplica da época colonial, inaugurado em 2001, com lojas de artesanato, doçarias e espaços culturais.

Na Praia do Gonzaguinha, na semana do aniversário da cidade, 22 de janeiro, a Prefeitura produz anualmente a grandiosa Encenação da Fundação Vila de São Vicente. Nesta montagem, que a cada ano atrai mais de 60 mil espectadores, atores profissionais interpretam a chegada de Martim Afonso à região vicentina, enquanto mais de 1300 figurantes dão vida a indígenas, portugueses e animais fantásticos. É também no Gonzaguinha que está o Marco Padrão Português, construído no século XX em homenagem aos navegadores pioneiros que ali chegaram. Na outra ponta dessa baía, está a famosa Ilha Porchat, um atrativo vicentino que tem mirante para várias cidades da Baixada Santista e se situa entre as praias dos Milionários e do Itararé.


 


A Praia dos Milionários tem uma vista incrível da Ponte Pênsil e da baía de São Vicente, com águas calmas para banho


História é o que não falta. Embora já houvesse residentes na região vicentina desde 1493, o capitão Gaspar de Lemos passou pelo local em 1502 e o batizou em homenagem ao padroeiro de Lisboa, São Vicente Mártir, em 22 de janeiro. Foram muitas as transformações pelas quais passou a vila fundada exatos 30 anos depois por Martim Afonso. Houve uma grande inundação do mar em 1542, que destruiu a igreja e o casario, sendo preciso recuar toda a Vila cerca de 300 metros de onde estava situada. São Vicente foi incendiada várias vezes, sofreu ataques por tribos indígenas e invadida por piratas (ingleses, holandeses e franceses), pois era local estratégico, além de ser a outra ponta do Peabiru, o caminho que levava ao fabuloso Império Inca, na Cordilheira dos Andes.

*Curiosidades*

• A primeira lenda colonial brasileira teve São Vicente como cenário e conta como o capitão Baltazar matou o Hipupiara, um monstro marinho que foi homenageado com uma escultura na Praça 22 de Janeiro.
• Foi em São Vicente que ocorreu a primeira eleição das três Américas, em agosto de 1532, na vila que até então recebia estrutura de Câmara, Cadeia, Igreja e pelourinho.
• A primeira igreja erguida em São Vicente, destruída na grande inundação que a vila original sofreu em 1542, tinha sido construída com pedras retiradas do mítico Caminho do Peabiru.
• São Vicente é um nome que aparece assinalado em mapas de 1502, 1503, 1506 e 1508 como ilha, porto ou povoado e sob denominações como “San Uicentio”, “Sanbicente”, “San Vincenzo” e “San Vicento”.

Como chegar

Para ir até São Vicente, saindo de São Paulo, é preciso acessar a SP-160 (Rodovia dos Imigrantes) ou a SP-150, (Rodovia Anchieta).



 
Mais informações: www.saovicente.sp.gov.br