Sete Barras

Sete Barras é um município do Parque Estadual Intervales, localizado ao sul do Estado de São Paulo que junto com o Parque Estadual Carlos Botelho, a Estação Ecológica do Xitué e o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira constituem a maior área contínua de Mata Atlântica do Brasil. Com uma população estimada, pelo IBGE/2020, de 12.780 pessoas, este destino vive da natureza e de seu turismo, que avançou após receber o título de Município de Interesse Turístico – MIT em 2018, e esbanja parques com seus núcleos, cachoeiras, trilhas, aldeias indígenas e até pesca esportiva. 

Distante 202 quilômetros da Capital é uma típica cidade de interior, com paisagens incríveis, verde muito preservado e atrativos para os turistas que abraçam o Ecoturismo e o Turismo de Aventura. Destaque para uma importante atividade econômica local ligada à agricultura que envolve banana e palmito pupunha. Orgulho dos barrenses é o Parque Estadual Carlos Botelho, 37 mil hectares que abrange quatro municípios: Sete Barras, Capão Bonito, Tapiraí e São Miguel Arcanjo. É um dos mais importantes refúgios da vida selvagem da região sudeste de São Paulo. Devido à sua importância (ambiental, histórica e cultural), a Região Sudeste da Mata Atlântica, onde está inserido o Parque, recebeu da UNESCO, em 1998, o título de “Sítio do Patrimônio Mundial da Humanidade”. Nesse Parque, que abriga os remanescentes de Floresta Tropical mais bem preservadas do Brasil, são desenvolvidas atividades voltadas para a Pesquisa Científica, Educação Ambiental, Ecoturismo e Fiscalização.

Vista aérea da cidade que esbanja parques com seus núcleos, cachoeiras, trilhas, aldeias indígenas e até pesca esportiva
 
Sete Barras orgulha-se também do Parque da Onça Parda, o POP, como é chamado, é cortado por dois rios: o Monjolinho e o Ribeirão Bonito, onde abriga uma grande parcela de Mata Atlântica preservada contendo animais característicos da fauna local como o Mono-Carvoeiro (maior primata das Américas), Anta, Macaco Prego, e inclusive a Onça Parda. O nome do Parque foi batizado pela bióloga Paula Fogaça que, em suas pesquisas na área, identificou rastros e pegadas da Onça Parda (Puma Concolor). Atualmente o Parque da Onça Parda trabalha pela preservação da mata nativa remanescente e recuperação das áreas degradadas através de plantio de mudas nativas contribuindo para a sobrevivência da fauna no local. Para um desenvolvimento sustentável, o Parque busca atrair turistas e amantes da natureza através de atividades de Ecoturismo, educação ambiental, pesquisas, camping, esportes de aventura, sempre em harmonia com a natureza e respeito ao meio ambiente.

Vale ressaltar que uma das trilhas mais conhecidas do município é a Trilha da Cachoeira Ribeirão Branco. O visitante segue em trilha mais fechada em meio à Mata Atlântica, atravessando diversos corpos d’água, com caminhada tranquila pela não existência de aclives e declives, possuindo uma bela queda d’água com cerca de seis metros de altura e 10 metros de diâmetro, propiciando um refrescante banho no poço de, aproximadamente 2,5 metros de profundidade, que permite a incidência de sol, favorecendo as condições para banho. Os atrativos naturais continuam com a Cachoeira do Travessão e o Poço do Gato, um poço de águas cristalinas e cercado pela mata, perfeito para nadar e para muitos mergulhos. Há também a Cachoeira do Quilombo, com trilha bem preservada, bananeiras, samambaiaçus, bromélias, que são exemplares da diversificada Mata Atlântica. Bom saber que o Rio Quilombo é composto por duas quedas belíssimas e um poço para nadar. Na Cachoeira do Travessão, através de uma trilha fácil, chega-se no encontro do Rio Temível e do Rio Travessão, local que foi cenário de forte exploração de ouro. 


 
Parque Estadual Carlos Botelho, um dos mais importantes refúgios da vida selvagem da região sudeste de São Paulo
 
Conta a história, que a origem do nome da cidade vem de uma lenda, que conta que um explorador espanhol enterrou sete barras de ouro às margens do Rio Ribeira do Iguape e até hoje sua localização é desconhecida. Mas, ao certo, sabe-se que a cidade começou com a construção de uma capela dedicada ao Divino Espírito Santo, numa pequena área doada por José Carlos Toledo, à margem do rio Ribeira de Iguape, próximo à barra do rio Etá. Ali existia um local que os índios chamavam de Goyntâhogoa, mas os mineradores que transitavam pelo local apelidaram-no de Sete Barras, por causa da lenda do garimpeiro espanhol. Foi incorporado como distrito de Registro em 30 de novembro de 1944, sendo emancipado em 18 de dezembro de 1959.
 
Como chegar

Para ir até Sete Barras, saindo de São Paulo, é preciso acessar a BR-116 (Rodovia Régis Bittencourt) até a saída 414, vias urbanas em Juquiá e a SP-165 (Rodovia Expedito José Marazzi).

Mas informações: www.setebarras.sp.gov.br